Sem alarde
O domingo se esvai
Vagarosamente
Os sons, longínquos, morrem
Abafam na tarde que se despede.
O sol se inclinando
Entortando as formas
Nas ruas cansadas
Tua última luz se despede
Sem pressa num olhar desfocando
As folhas da mangueira.
O pássaro distante e sozinho.
Ainda há doce no paladar.
O sol vai embora.
Eu anoiteço.
Nenhuma tarde retorna
Há dias que terminam
Sem final.
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