domingo, 23 de agosto de 2026

Domingo



Sem alarde

O domingo se esvai 

Vagarosamente

Os sons, longínquos, morrem

Abafam na tarde que se despede.

O sol se inclinando

Entortando as formas 

Nas ruas cansadas

Tua última luz se despede

Sem pressa num olhar desfocando

As folhas da mangueira.

O pássaro distante e sozinho.

Ainda há doce no paladar.

O sol vai embora.

Eu anoiteço.

Nenhuma tarde retorna

Há dias que terminam

Sem final.

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