segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Burrocracia
domingo, 26 de dezembro de 2010
Escrevi só
Pra ver essa face de falta de reflexo.
O troço
Que carrego no peito.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Stand by me
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Os documentos, as palhetas, as datas, os diários de classe...
A informática, a gramática...
Você é burro?
Tentando ser ético, tentando ser rápido,
tentando ser ágil...
Tá pensando em que?
Nas falácias? Nas estrelas? Nos cachos das acácias?
Você não presta atenção?
Escreveu, somou tudo errado,
É só matemática, é só lógica é tudo tão fácil...
Quando eu estiver em standby,
Oh darling! darling! stand by me!
Disperso, desaparece, complexo, sem nexo
Anorexia de pensamentos,
O Alex perdeu o léxico, perdeu pra dislexia
Não anotou os acordes,
Esqueceu a poesia.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Palavras das horas do dia
Livro do Desassossego
Bernardo Soares
(Livro do Desassossego)
domingo, 24 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Ventoeste
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Nunca é passado
Passam as palavras da lira se enrroscada
na trama traspassada
de saudade
de olhares
chuvas espaçadas
a lembrança me despedaça
abraços de segundos contados
sorriso esboçado, embaçado...
saudade empoçada.
O primeiro passo é esse vazio que não passa
Não dá espaço...
Passo a passo num passado tão agora.
Dias passo esperando... e você não passa.
Se naquela noite não tivesse passado,
eu não teria os olhos no meu futuro...
meu pretérito-mais-que-perfeito...
sem presente...
Poesia lavada e passada
a limpo
amarrotada
no bolso
não passa...
nunca é passado.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Tem gosto
De abraço apressado,
De ventania,
De inverno passado,
De alegria.
De cachorro dormindo,
De violão tocando,
De poesia surgindo,
De sabiá cantando.
De mão gelada,
Tem cor de roxo e grená
Pé de Baobá,
De café na madrugada,
Tem gosto de primavera que vem
De amor que não tem
De beijo quente
De notívaga mente.
Notívaga mente
Por descobrir, por reler, por escrever
as nostalgias começam a pingar.
Disseram que a saudade adormece,
mas a minha não dorme,
nem quando estou dormindo.
Sinto tudo onde cada fibra de mim gostaria de estar.
Nosso livro é uma vida aberta,
Histórias passadas,
Páginas por descobrir
Páginas para reler,
E outras por escrever.
E o que lês nunca foi dito
E é provável que nunca o será.
Há tanto que ficará por ser dito...
No calor entredente da ausência,No silêncio que juntam os olhares.
Calado
Dia nublado
Descoberto
O som do relógio
Os códigos na parede.
As palavras chegam sem envelope, e eu as endereço a ti.
Segredos que estas ruas segredam
No rio deixa-me inventar o azul deste mar
Desenhar a luz horizontal do pôr-do-sol
Até brilhar tua estrela azul.
(AlexSandroBambiL)
Quando chega
Notas?
Os olhos semi-cerrados
Quando me dizem coisas intelegíveis,
Meu coração, aberto, disparado
Se rende a versos indizíveis.
E sentindo sem tino, sorrindo,
A rosa em meu jardim se abrindo,
Respiro num livro ao abrir
Seu sereno sorrir.
Notas?
Estás em toda estação.
Misturo cordas, suor, palheta e coração.
Diminutas com sétima oitavadas,
Com nona bemóis fermatadas,
Sustenidas fantasmas maiores,
Desafinados contra tempos menores.
Minha sua canção
Nostalgia dá o tom... notas?
Café com pão
Ninguém sabe pra onde esse trem azul vai.
Grita...
desperta pássaros, gente dormindo de madrugada, treme o chão onde passa, mexe a água calada no copo,
encanta as crianças, atrapalha o trânsito e trilha com a pressa lerda como o seu sonoro ranger metálico.
Vira metrônomo do meu violão...
Sozinho, com toda aquela saudade no vagão.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
21 de junho
terça-feira, 15 de junho de 2010
Perto do Porto
quinta-feira, 10 de junho de 2010
A Rosa
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Metade
"(...)Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também."
terça-feira, 11 de maio de 2010
Arabesco de fumaça de café
Um banco vazio.
Poesia em pétala espelha,
Meu café frio.
Quero o frio como blusa,
Esbranquiçar a pele,
O calor que se recusa
A primavera que se expele.
Tenho o estrondo da porta
A folha morta
O violão num canto
A árvore em pranto.
Som de jardim...
Em vendavais flores de primavera viram seu fim,
Testemunhas das estrelas,
Rosas vermelhas,
Vieram rosas no frio,
Ainda canção, ainda poesia invade
Asa da minha saudade,
Rubras, pequenas, no outono vazio.
O café, a fumaça,
O sorriso, tua graça,
Abraço invisível,
Palavras querendo o indizível.
Inverno passado preciso
Tinha um café quente,
Um vento veemente,
Eu tinha um sorriso.
Arame Farpado
Arame farpado.
Acerca dessa dor eu entendo!
Daqui de dentro,
Onde há um frio gemendo
De olhos abertos dormindo...
Acerca desse lado só eu sei.
Achismo,
Farisaísmo,
Perfídia,
Falso moralismo...
Hoje não! Por favor!
Me cobre o que tenho,
O que não quero!
Economize asneiras...
Arame farpado!
Acerca de tudo isso,
Estou sob minha própria pressão...
Subindo!...
Bússola quebrada,
Raiva dormente,
Atrasada...
A cerca farpada
A ira calada
E se eu explodir?
Que se exploda, né?
Olha!... Um balde!
Nele está escrito: "Chute-me com força!"
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Perto de Você
A saudade vem borboleteando
E pousa na caneta do poeta,
Despetalando as folhas onde ele escreve flor.
Sonhos diversos...
Versos que vêm do ar da música na rua,
Do céu e do jardim,
Do lugar sem nome.
Correndo paralelepípedos,
Molhando a derme com gosto de chuva, de estrelas,
De inverno, de café e de rio,
De oceano...
De sons de versos.
(AlexSandroBambiL)
quinta-feira, 25 de março de 2010
Minha vida de Charlie Brown
quarta-feira, 24 de março de 2010
Por um fio
Essa linha junta a terra, o firmamento e as nuvens de véu,
Por um fio nessa saudade que aqui fica,
A corda não aguenta e rasga a quimera no meu céu.
A linha do horizonte adormece este olhar,
Que busca o teu que quem sabe além,
Depois deste azul que some devagar,
Pode estar também o meu a procurar.
É vermelho, branco, azul...
É rosa do meu planeta que conto as cores.
Órion se vai no inverno, fica o Cruzeiro do Sul.
Te encontro pelas estrelas ou pelo pólen das flores?
A linha do horizonte toca o céu e o chão,
Ah anjo! essa linha que não une mortais.
Quando mais te verei, meu coração?
Seca essa lágrima que cai, quando além deste horizonte te vais.
É fogo!
Azul, verde, vermelho, arde!
É fogo!
Inflama e se ateia cá dentro,
Mesmo que haja neve sobre as palavras indiferentes.
É ausência, é tema de poeta...
É fogo!
Salivando as línguas dessas chamas, desse cheiro caloroso onde a alma deseja se queimar...
Acenda o rastro de pólvora que deixei! E me abrasa forte!
A boca que chama por ti seca, tenho um coração em chamas, nas mãos,
É suor e sangue murmurando sua ausência mesmo em presenças sobrenaturais.
Me chama que consome...
Chama pra me consumir devagar.
terça-feira, 23 de março de 2010
Chuva de Outono
Agora a chuva umedece as paredes pintadas,
O tempo é linear, minhas letras e canções caladas,
Estalam nesse vento que entra gelada infelicidade
E racham a pele seca de saudade.
Acalenta-me flor! Antes de meu sorriso findar.
Posso sem asas em teu céu púrpura voar...
Anjo! Suspiro teus olhos diamante,
Teu sorrir é a liberdade de uma vida ofegante.
Canções que te tocam me chamam,
Choram, calejam, os dedos inflamam.
Cortante vento de assovio fino,
Frio, mesa, café e cappuccino.
Lágrimas empilhadas sem sincronia,
Hirto, antes prefiro a hipotermia
Do que sufocar o sofrer!
Por ti vivo tantas vezes for, pra de saudade morrer.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Música que ninguém vê
sexta-feira, 5 de março de 2010
Lugar sem nome
A saudade acerta a vida inteira,
O olhar errante.
E as ilusões impublicáveis da minha mente
Não foram cuspidas boca afora;
São tantas entradas quando me abres a porta de repente
Mas meu tempo demente é todo teu sempre e agora.
Aquece, talvez em todo outono verão que
Sem ti há só inverno cá dentro em todo lado.
As folhas grudadas na mente e no meu corpo são,
Nostalgias aladas ferindo um Prometeu calado.
Ah! Poesia que lá numa flor lançou meu coração,
Impetuosa sussurrou: “Vá buscar, bicho homem!”
Ficou lá pra onde meus sons e silêncios entoados são
Nas pétalas pra onde meus versos escorrem e se escondem.
Os opostos...
Ela perfeição
Eu rocha
Ela diamante
Eu cappuccino
Ela café
Eu frio
Ela chuva
Eu passado
Ela pretérito mais-que-perfeito
Eu escrevendo
Ela deslendo
Eu moleque
Ela moça
Eu tela
Ela tinta
Eu Coca
Ela suco
Eu ogro
Ela fada
Eu lágrima
Ela sorriso
Eu tempestade
Ela neblina
Eu guitarra
Ela violão
Eu plebeu
Ela nobre
Eu brisa
Ela vento
Eu reticências
Ela vírgula
Eu palavra
Ela rima
Eu sustenido
Ela bemol
Eu mar
Ela farol
Eu abelha
Ela flor
Eu sempre ela
Ela sempre em mim... sempre.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Rosa
(Alex BambiL)
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Queda Livre

"As nuvens podem esconder uma estrela, mas elas passam e a estrela fica."
- Lucas Vauvenargues
Uns prelúdios de inverno, tudo tão denso no ar que respiro... a graça do bom perfume que te acompanha parece desenhar e desdenhar de qualquer beleza terrestre.
Preso, caindo em queda livre...
Esculpi as nuvens mais brancas com as formas do teu sorriso estrela, e as mais cinzas semelhantes aos dias de tua ausência... enchi uma garrafa com meus versos, e saí bebendo.
Alex Sandro Bambil de Lima
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Resfriado
Foram as canções dos verões,
A graça das estrelas azuis.
Na ironia de um inverno vão-se as ilusões,
Que graça há em tanto frio que cobre a luz?
O inverno é tão efêmero que dele não protejo mais,
A máscara é mais fria que um frio de noite sem estrela brilhando.
São mortas reminiscências vivas que cortam como o vento o que era paz.
Uma estrela se apaga e de madrugada fico juntando...
Como as plantas murcham sem reclamar,
Derrete, congela a cada golpe frio um coração a morrer,
Como as aves que voam cantando rasgando o ar,
O inverno era alegria, mas nele não há, apenas inverno torna a ser.
Alex S.B. de Lima
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Pé de Guerra, Mão de Deus
"Precisamos ser pacientes, mas não ao ponto de perder o desejo; devemos ser ansiosos, mas não ao ponto de não sabermos esperar" (Max Lucado)Não há o sentimento de estar vivendo no tempo errado, mas sim de viver erroneamente neste tempo. Daí há a esperança de alcançar este lugar que está em algum tempo, já que me parece que este às vezes não é o meu lugar, contudo, percebo que não há muito tempo.
E pensei em tudo isso desordenadamente enquanto a chuva caía naquela manhã sonolenta e nublada de domingo, enquanto os sons do centro da cidade e das portas do comércio subiam com seu grunhido metálico. E os passos rápidos passavam, os pássaros passavam, os carros passavam, o sono passava, a raiva passava e a chuva ia passando enquanto na minha mente se passava o quanto esta existência é efêmera, e de como tomar nota destas lucubrações matinais não faz nada passar e não me traz soluções lógicas e muito menos práticas.
Se eu passo pelo tempo ou o tempo passa por mim, o pouco que sei é que não disponho muito dele, e que muitas outras gerações que pisaram o mesmo chão que hoje piso, deixaram seus potenciais debaixo dele.
Por isso tento não me importar com o descaso, a perfídia e a soberba da vida que torna homens simples em Calígulas.
E ao chegar a casa, enquanto procurava algo doce para comer na cozinha e minha esposa recebia a visita na sala, ouvi a chuva caindo súbita, porém suave e abundante, e então abri a porta dos fundos e saí sem me importar com as gotas d´água que mergulhavam no meu copo de leite com achocolatado em pó; sem me importar em encharcar meus sapatos, meus cabelos, meu relógio e minha alma na chuva enquanto percebia que meu cansaço, frustração e desânimo gerados pela frieza dos relacionamentos e pelo capitalismo que não se importa com a minha dor de cabeça, são pequenos demais diante da mão que traz a chuva, faz cair as mangas pelo chão e enche meus pulmões com cheiro de terra molhada.
Alex S.B. de Lima
Limitado

Eu queria compor notas novas.
Eu tentei escalar este monte.
Queria rimar estes versos,
Ser brasileiro, correto, discreto.
Queria lembrar da música que sonhei.
Queria continuar aquele sonho,
Na verdade, queria dormir, fugir
E redescobrir como se faz rir.
Queria mudar o mundo, meu mundo,
Meu curso, meu caso, meu descaso,
Fotografar o acaso. Cheirar a água,
Deitar em nuvem, abraçar árvores e o vento,
Tocar o coração do Criador e respirar fundo,
Pisar a cama e deitar na grama.
Conter na mão um som de trovão grave e gentil
Que precede a sede de uma chuva sutil.
Queria contar algo que não fosse de mim,
E, ainda assim, queria que não tivesse fim.
Queria o som do trovão para expulsar a água salgada dos olhos;
Mas assim como o verbo, como a canção, como o verso,
Ela não ficou tudo como eu queria.
Alex S.B. de Lima
Planejando ser Humano
Alex S.B.de Lima
Academês que passa.
que o rapaz era um tanto estranho, mas era educado, escrevera peças
teatrais, era leitor voraz, pregava a igualdade, batalhava por melhorias no sistema de educação, enfim...De tanta emoção diante do bilhete que estava sobre sua sisuda mesa com as recomendações sobre o rapaz, a professora Mestra ignorou um outro recado que também ali estava e saiu contente, estava próximo a hora de iniciar a aula, já andava rumo à sala de aula, pensando em como usaria este primor de rapaz para quem sabe despertar um certo interesse, um ciuminho que fosse naquele "bando de academicos desleixados" que possuía, como costumeiramente dizia a seus colegas daquela faculdade periférica e caipira.
terça-feira, 2 de junho de 2009
O rato e o Gato Caolho
"Nunca a
)
verdade ajuda a sofrer menos". (Jean Rostand
- Oi – deixando seu “oi” deslocado no ar.
- Oi – responde o gato ainda sem entender tal atrevimento.
- Você gosta de livros?
- Sim.
- Hum...
- O que foi com teu olho?
- A vida me feriu.
- Que pena!... – após uns quinze minutos de sepulcral silêncio o rato prossegue:
- Tens uma pelagem bonita, posso passar a mã...
- Não! – o gato recua.
- Desculpe, eu só queria... perdão... tenho te observado, parece tão inteligente, és tão belo e...
- Por favor! - interrompe o gato - deixe de ironias!
- Não são ironias! Por que és assim? Acaso é o que fizeram com teu olho? É a vida? Eu posso ajudar, permita-me te ajudar e fazer com que veja como és belo, e como a vida é bela, eu tenho o remédio...
- Mas ratos trazem doenças!
- É... eu posso ser o remédio e o veneno, diz o rato envergonhado.
Deparado com sua fragilidade, o gato aos poucos e com muita resistência se permite ser ajudado e diz ao rato.
- Obrigado por me ajudar, mas, convenhamos, isso não o torna menos rato – e se vai embora.
O rato também se depara com sua fragilidade e limitação, e ali fica.
















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