segunda-feira, 22 de julho de 2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Incômoda
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Eu que preciso transformar minha ansiedade em brisa
Não é justo ter só eu...
Tenho uma noite cor de neve debaixo do travesseiro,
A verdade tem dono.
Respeito e paz no ataque contido.
Compaixão, egoísmo, ternura, saliva, suor e lágrima.
Meias palavras,
Meias verdades,
Mentiras inteiras,
Meia noite ou mais
É injusto eu não ter bolsos
São injustos meus presentes ilógicos,
Só faço isso por baixa auto-estima!
Não é justo um sofá de trincheira,
É tudo deposto,
Tudo oposto,
Tudo avesso,
Tudo desgosto.
Palavras que você dizia que eu falava e não me ouvia
Esse choque térmico que me tira o chão,
E mo devolve descalço e gélido,
Me enlouquece a seta da bússola.
Não há mais verbo nem presente,
Esse estrondo de tua porta batendo,
Não é justo poder sequer novas pétalas,
Sou quem volta, querendo ir,
Ao som da voz que me denuncia minhas imposturas,
Não é justo, te tornar quem diria quem não seria.
A cômoda,
Pouco incômoda...
Agora tanto incomoda,
Objetos velhos, significados novos,
Objetos passados, significados pesados.
A desgraça virou piada...
é mais cômodo, não é?
Quis de volta o fardo leve.
Não me joguei...
Me empurrei vida, janela a fora.
E mesmo que a gaveta estivesse arrumada,
Eu não encontraria nada de razão,
Eu que tanto de inverno falei,
E agora tudo baixou temperatura?
Justo cacto morrer de sede...
Não é justo fim sem final...
Guerra fria...
E os sons que me derrubam no chão que não existe mais...
Meu senso que nunca foi bom!
Eu, hipócrita reaprendendo a regar jardins,
Sou quem foi, tentando encontrar a volta,
Tá com defeito! Demora quanto pra arrumar?
terça-feira, 29 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Rasa
Tens razão
Ou toda ela te tem
Tens razão em não se importar
Tens razão se não te importas
Tens razão se queres odiar, mas
Se odeias, é porque inda te importas...
Mas e que razão há nisso?
Tens razão
Toda ela
Dos olhos faiscando
As palavras flechando
Meu barulhento mundo mudo
Meu mundo fechado que um dia se abriu
Tens razão
Desta que me ausenta de toda
Desta que aniquila a nossa rasa cumplicidade
Razão nenhuma tivemos, mas toda a tens.
Tens razão de me matar
Cada vez que quis respirar
O mesmo ar de dentro de sua redoma
Tens razão em ser gelo e pedra
Mármore e cacto
Tens razão
Todas quanto quiseres
Todas quanto não tenho
E de que alguma delas me valeriam?
Não há razão
Para tantas setas
Que apontam para lugar nenhum
De razão nada tenho
Nem de são tive
Tens razão em duvidar
E eu sem razão
Nada posso mais
Apenas uns versos rasos sobre rosas
Umas canções sem razão de existir
Umas rimas rasas rasgadas...
Uma sagrada canção
Umas recordações mudas sangradas
Tua voz em tom de toda razão.
AlexSandroBambiL
sábado, 17 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
A conta da saudade quem é que paga?
Voz, violão, imagens, edição de áudio e vídeo: Alex Sandro Bambil - Letra: Fernando Anitelli "Samba de ir embora e só".
terça-feira, 27 de setembro de 2011
(F)úteis
Farto de toda essa gente chata
Que aguarda o momento errado a fim de manifestar todo seu vasto conhecimento de vida
E seus conselhos sábios.
Farto dessa gente que tem gosto de água com nada
E que se põe a jorrar uma correnteza de nadas.
Essa gente inconveniente que tem música tola e palavrões nos lábios.
Farto dessa gente que nasceu com defeito nos decibéis.
Essa gente fútil que usa gente como degrau.
Essa gente arrogante
Esses pobres soberbos
Essa corja pedante
Esses tratos sem termos
Esses trapos de ternos
Essas velhas mal amadas
Que riem do que não tem graça
Mal humoradas
Cansado desta hostilidade disfarçada
Essas frases remontadas
Essas cartas marcadas
Fartos desses fariseus e atores
Essa gente que da lei são doutores
Destas almas ricas em paixão
Mas desgraçados de compaixão
Farto dessa gente que não têm sal nem açúcar de sobra
Dessa massa de manobra
De saco cheio desse bando de puxa saco
Essa juventude que dá asco
Este poeta insípido
Este verso estúpido
Este verbo inconjugável
Essa dor imensurável
Farto dessa gente que fala e não sabe o que falar
E vulgariza o verbo amar!
(AlexSandroBambiL)
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Trilhando
Yes Ladies and Gentlemen! Após um longo e tenebroso inverno sem postar fotos (de qualidade) por aqui, e$perei um certo $tempo$ até conseguir enfim adquirir uma câmera fotográfica decente, logo, não há mais necessidade de vocês preocuparam-se em presentear-me com uma =) se bem que meu notebook queimou o HD... tá difícil heim! (hohoho) .
Segue, portanto, alguns cliques que fiz em alguns (raros) momentos de folga, em sua maioria, na "Estrada Boiadeira" em Aquidauana-MS próximo ao Córrego João Dias. Clique em cima das fotos caso queira visualizá-las em tamanho ampliado e por favor, não esqueça do nome do fotógrafo aqui caso queira copiar alguma. Valeu mesmo! God bless you!... Enjoy!
sábado, 20 de agosto de 2011
Vende dor
Sem venda nos olhos,
Depois da venda dos versos.
Alugo a lágrima,
A longe lástima
Em longo prazo.
Alego saudade,
E ela me cobra à vista.
Vendo nostalgia,
E ela me vendo os poemas.
Vendo sonhos,
Vendo rosas
Mas revendo, nenhuma é igual a aquela.
Parcelo lembranças,
Vendo esperanças,
Dou o coração...
Vendo janelas,
E através delas,
Vendo estrelas.
Ex Tático
A volta dos ponteiros
Em volta sem vibração
Sobrenaturais.
De olho no calendário
De pé no lugar sem nome
Me visto de cores calmas,
Haja visto sem cores,
Não são,
Não sóbrio,
Não som,
Não próprio
Sem sentido,
não aquele de Aurélio.
É o gosto das palavras ditas com outro recheio,
O interruptor do olhar
Olhando pro nada
Pensando em tudo
Em volta sem vibração
Sobrenaturais.
De olho no calendário
De pé no lugar sem nome
Me visto de cores calmas,
Haja visto sem cores,
Não são,
Não sóbrio,
Não som,
Não próprio
Sem sentido,
não aquele de Aurélio.
É o gosto das palavras ditas com outro recheio,
O interruptor do olhar
Olhando pro nada
Pensando em tudo
AlexSandroBambiL
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Tem gosto II
Varre as folhas e deixa tudo seco
Entre inverno primavera,
Entre céu cinza, rosas vermelhas,
Versos do inverno passado
Poeira nos olhos
E você é igual a esta ventania
Que balança copas,
Sopra varandas,
Deixa aves sem rumo
Bate minhas portas
Me deixa exposto
À mercê, agosto.
AlexSandroBambiL
Chuva de vento
Calmaria de se assentar na calçada,
Para ouvir o farfalhar dos ramos, som de vento e mais nada
Aquela calma quando se dorme com o longínquo som de trovão.
A silhueta das árvores revelando-se em segundos de clarão.
A paz de chuva lambendo os trilhos
Asas atravessando morros fugindo
Aquele cheiro de tempestade rugindo,
Abrigo de andarilhos.
Farpas e madeiras rangendo
Gretas, raízes e cochos encharcados
Som surdo de juriti gemendo.
Atravessa cercas e arames farpados.
Tudo mais verde que outrora, truque de nuvem
Quando tudo baço, onde as aves moram agora?
No espaço desaparecem, somem, escondem?
O azul, as sementes, as aves, a estrela... Aonde agora?
AlexSandroBambiL
Rascunhos
Na fúria de depois de sol posto,
Sob a janela daquele janeiro,
Destruí à sombra da dor...
Aqueles que foram para a lixeira,
Aqueles que ninguém viu,
Aqueles que nem a nostalgia quis,
As palavras que não encontraram rimas,
Entre a flor e o riso,
Entre o rolar da caneta e o escrever da lágrima.
Entre o calor do abraço e o frio destes quilômetros.
Aqueles que viraram rascunho para lista da compras do mês.
Poemas de café e canela.
Aqueles versos que minha notívaga mente digna de pena não trará de volta.
AlexSandroBambiL
sábado, 23 de julho de 2011
Photo
Desde a primeira vez que peguei uma Cyber Shot e fotografei o primeiro pôr do sol, sempre gostei de fotografar o que meus olhos percebiam ao meu redor sob uma ótica que muitos não enxergam e, desde quando este blog foi parido, havia muito mais fotos que eram por mim mesmo tiradas. Algumas perderam-se sei lá como e, além disso, minha querida câmera fotográfica (com a qual também fiz alguns videos que você pode conferir no meu canal do youtube clicando AQUI) estragou, foi pro vinagre, teve um surto que não funciona mais, o que deveras, me deixou muito triste pois, desde aquele dia, parecia que pássaros, estrelas, rosas, luas e muitos pores-do-sol se exibiam em suas melhores formas apenas pelo fato de eu não possuir mais em mãos uma câmera engatilhada a fim de registrá-los (ah sim, caro leitor, confesso: recorri também ao São Google para saber se o plural de pôr do sol estava correto, mas aí você vai dizer: "Que burro! E cadê o hífem?" - leia minha rápida biografia ao lado e saberás - perdão! é apenas a mania academicista de justificar tudo, arg!).
Mas depois desta algaravia prolixa, senhoras e senhores, consegui um celular capaz de, pelo menos por algum tempo, acalentar este fotógrafo triste que aqui se fez - aliás, caso algum de vocês queira me dar uma câmera nova... enfim... vai que rola! =-) e então resolvi partilhar algumas fotos já velhas (porém válidas) e algumas recentes manipulações fotográficas e fotos também recentes, porém, caso queira copiar alguma delas, por favor, não se esqueça de citar a fonte. Grato desde já... Enjoy!!!
Um dos meus grandes "xodós" de manipulação fotográfica: Coral da Escola CEJAR de Aquidauana-MS
Sim, este sou eu.
Fundos da "Casa dos padres" de Aquidauana-MS - Resolução lamentável, eu sei, but...
A grande Shika, animal intelectual do meu primo Thiago Bambil.
Vitral da Igreja Matriz de Aquidauana-MS
Igreja próxima a Escola KM 21 de Anastácio - MS
Meu finado bichano Mozart.
Não é falha minha do photoshop: meus mindinhos são exclusivamente tortos mesmo. Visão da frente da minha casa! Deus é perfeito!
Acampamento e pesqueiro Betânia.
Coral do CEJAR
Guitarra e tereré: coisas boas da vida!
sexta-feira, 15 de julho de 2011
De arde
Ali jaz o flamejante no horizonte
Empurrando a tarde que vai
Para que ela surja imponente
Argenteando o Rio Paraguai
Saudade de perto
De quando no porto...
Este crepúsculo
maduro de laranjas lâmpadas horizontais,
E que sem misericórdia morra a saudade que cai,
Ainda que tardia!
Pois nasce ao fim de cada tarde, arde,
em trêmulas chamas da cor do fim do dia.
Ao fim da alegria,
A fim de te encontrar,
Finda o pôr do sol,
Finda o dia devagar,
Não finda saudade,
Nunca fim de poesia.
AlexSandroBambiL
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Tudo Isso
A rima
O café
O cappuccino
O violão
A antologia poética
A maçã
A rosa
A caneta preta
A lua prata
O rock'n'roll
O queijo
A faca
A palheta
Os óculos mordidos
O livro de sonetos
A bíblia
O livro
A flor dentro do livro
Tudo hoje,
Tudo agora,
Tudo você!
Tudo isso nessa tarde quieta
Isso tudo nessa mesa de poeta
AlexSandroBambiL
Casa Arrumada
Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.
(Lena Gino)
domingo, 13 de março de 2011
Algumas vantagens em tocar guitarra
- Você pode tocar qualquer música na guitarra.
- Você pode solar.
- Você pode tocar com distorção.
– Faz você parecer maneiro.
- Você pode ir para o trabalho com uma calça de couro, camisa aberta e com uma cartola na cabeça (Slash).
- Você pode morrer jovem e ser lembrado para sempre como um ídolo do rock.
- As pessoas podem pendurar seu pôster na parede.
- Você pode deixar a guitarra falar por você.
-Você pode prender o cigarro na guitarra. (Keith Richards e Eddie Van Halen).
- Quem toca guitarra acaba aprendendo a tocar violão, baixo, cavaquinho, ukelele e banjo, porque são muito parecidos.
- Guitarra é o instrumento mais completo do mundo.
- Guitarra é o instrumento mais irado do mundo.
- Com uma guitarra você pode tocar em qualquer banda.
- Com uma guitarra você pode tocar qualquer estilo de música – reggae, ska, blues,
hard rock, metal, grunge, fusion, jazz, bossa nova...
- Você pode tocar e cantar ao mesmo tempo (com flauta é impossível, com bateria é
difícil, e com teclado é escroto – lembra do Hanson?)
- Se você ficar perdido na ilha de LOST você pode fazer uma fogueira com a sua guitarra (Jimi Hendrix).
- Uma guitarra é como um vinho – fica melhor com o tempo, porque a madeira fica cada vez mais seca, melhorando sua própria acústica.
- É mais fácil trocar uma lâmpada quando você é um guitarrista – basta segurar a lâmpada e o mundo gira ao seu redor.
- Não tem graça nenhuma quebrar um teclado.
– Você pode colocar vários efeitos na guitarra: Wah Wah, Delay, Reverb, Whammy, Phaser, Chorus, Flanger, Phaser...
- Você pode tocar e dançar ao mesmo tempo (Angus Young e Chuck Berry).
- Você nem precisa mostrar a sua cara (Slash).
- Você pode bater com a guitarra em alguém durante o show (Keith Richards e Kurt Cobain).
- Você não precisa saber ler partitura (Jimi Hendrix).
- Você pode tocar guitarra com os dentes e com a língua.
- Você pode tocar com a guitarra nas costas.
- Você pode aprender a tocar qualquer música na internet.
– Quanto mais alto você tocar melhor.
- Você pode imitar um cavalo, um bebê ou um homem resmungando, que nem Steve Vai em 'Bad Horsie', 'Ya-Yo Gakk' e 'Kill The Guy With The Ball' respectivamente.
- Você não precisa entender porque as mulheres adoram os guitarristas.
- Você pode soltar foguetes com a sua guitarra (Ace Frehley).
- Quanto mais perturbado você for melhor.
- Não há fronteiras para a criatividade.
- Se você tocar muito rápido fica irado, e se você tocar bem devagar as pessoas vão pensar que você é um gênio, e as mulheres vão achar que você é um cara sensível.
- Beethoven só tocava piano porque na época dele ainda não existia guitarra. Se ele
Fosse vivo com certeza tocaria guitarra.
- Você pode tocar duas guitarras ao mesmo tempo (Stanley Jordan).
- Você pode tocar guitarra com um arco de violino (Jimmy Page).
- Você pode imitar uma gaita, como Tom Morello, guitarrista do Rage Against The Machine, em Guerrilla Radio.
- Guitarra é um instrumento tão importante que várias bandas tem dois (e até três) guitarristas.(Lynyrd Skynyrd)
- Existem vários tipos de guitarra, e um deles é perfeito para você.
Desordenado
"Quem se atira ou tira o corpo fora? Quem se dispara, não se dissipa." (Nô Stopa)
Levou meu guarda-chuva.
Eu quero o escudo no peito de novo!
Me sobra o sangue seco esparramado,
Sorriso forçado sobre sonhos silenciados,
espirrado, rastro gotejado...
Fizeste um temporal que me soprou cinzas...
Conheço de há tempos aquelas flores,
aquela floresta, aquela estrela.
Vou viver na prateleira, esperando a validade acabar.
Dialogamos no silêncio.
E faço o que agora?
A flor amarela
As estações
O pendão das flores
O cacho amarelo das lembranças
Felicidade contada em grãos de ampulheta, minhas tolices, e não há mais nada de diferente quando atravesso o umbral da porta.
AlexSandroBambiL
A Rotina
A rotina do perfume é a lembrança
A idéia é a rotina do papel
O céu é a rotina do edifício
O início é a rotina do final
A escolha é a rotina do gosto
A rotina do espelho é o oposto
A rotina do jornal é o fato
A celebridade é a rotina do boato
A rotina da mão é o toque
A rotina da garganta é rock
A celebridade é a rotina do boato
A rotina da mão é o toque
A rotina da garganta é rock
O coração é rotina da batida
A rotina do equilíbrio é a medida
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele é o arrepio
A rotina do equilíbrio é a medida
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele é o arrepio
A rotina do perfume é a lembrança
O pé é a rotina da dança
Julieta é a rotina do queijo
A rotina da boca é o desejo
O pé é a rotina da dança
Julieta é a rotina do queijo
A rotina da boca é o desejo
A rotina do caminho é a direção
A rotina do destino é a certeza
Toda rotina tem sua beleza”
A rotina do destino é a certeza
Toda rotina tem sua beleza”
(extraído de comercial publicitário da empresa Natura)
...goes to...
Melhor fora ser coadjuvante,
Diretor,
Cameraman ,
Estar melhor no take,
Fazer melhor a cena,
Ser vilão, sem final feliz,
Sem roteiro,sem bala de festim.
Um herói de Fellini, um suspense de Hitchcock, cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores...
E se fosse tarantinesco?
Pouparia a retórica para a violência,
Comédia pastelão,
Drama vulgar.
O que acontece com o mocinho depois do final feliz?
AlexSandroBambiL
Alcance
Irei ao teu encontro até no teu deserto,
Talvez possa sentir sede.
Levarei uma bússola,
Talvez te encontre perdida.
Irei ao teu encontro com meus primeiros socorros,
Talvez te encontre ferida.
Levarei minha blusa,
Talvez te encontre com frio.
Irei ao teu encontro com meu violão,
Talvez te encontre triste.
Oferecerei meu colo,
Talvez a caminhada maltrate teus pés.
Levarei meu coração,
Meu abraço,
Meu amor...
Mas talvez não queira, nem precise de mais nada disso.
AlexSandroBambiL
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Burrocracia
Meu blog não foi criado pra isso... definitivamente não...
Entretanto, depois do meu primeiro ano como professor na rede pública, pude antes de mais nada descobrir que eu realmente gosto disso. Gosto sim de dar aulas, gosto de ensinar o valor da educação e do desenvolvimento intelectual, enfim... gosto de ser professor.
Mas há algo que a faculdade não me ensinou e, durante meu estágio supervisionado, não havia professoras dispostas a me ensinar a obscura e enfadonha arte do preenchimento do diário de classe. Aconteceu comigo e com um outro tanto de academicistas subservientes ou recém formados, que esbarraram no preenchimento de uma burocracia que rouba dos professores um tempo em que se poderia muito bem preparar suas aulas, testes, trabalhos e outros bichos.
Além da indisciplina e falta de estrutura em algumas escolas que o professor precisa enfrentar com coragem e determinação, há, no diário de classe uma infinidade de informações e "não pode" que rodeiam seu ritual de preenchimento; vi, professoras com mais de sete anos de profissão refazendo seus diários por causa de alguns pequenos erros... a propósito, vale lembrar que não se pode entregar o diário de classe com rasuras (!).
Mas que importância há ter um professor que dê uma aula cheia de pobremas desde que ele seja um bom preenchedor de diários de classe? Afinal, os bons preenchedores de burocracia em sua maioria não são e consequentemente não geram cidadãos críticos na sociedade, geram apenas "dominadores de conteúdos" que mais tarde tornam-se massa de manobra, e subservientes à burrocracia que não vão incomodar nem questionar ninguém.
Em pleno século XXI, não nego que a educação brasileira teve seus avanços sim, mas este sistema de preenchimento de diário de classe ainda é medieval e um atraso de vida ao professor que raras vezes tem tempo de investir em seu próprio conhecimento (falando nisso, espero que não me condenem a beber cicuta). E se preferem bons preenchedores burocráticos a bons professores... bem... então estou no lugar errado.
Não é desabafo não, é constatação.
AlexSandroBambiL
domingo, 26 de dezembro de 2010
Escrevi só
Só fui ao espelho pra ver de novo
Pra ver essa face de falta de reflexo.
Pra ver essa face de falta de reflexo.
Só recusei os remédios porque os odeio,
Só fiquei ouvindo de novo todas aquelas canções
Pois elas têm vida própria,
Me espiam,
Me maltratam,
Me acalmam.
Eu sofro de expressão alta
Só queria dizer tudo isso que percorre o tortuoso caminho do coração até a ponta da caneta e te ouvir dizendo que é mentira.
Só peguei o violão para ouvi-lo reclamando por toda a varanda
Tenho uma saudade que acorda cedinho, suave.
Sinto meus fragmentos se espalhando...
Só sentei nas escadinhas pra me sentir acompanhado das lembranças.
E quando o sol se esconde atrás da curva, já não penso ou ouço mais nada...
Saudade brota do ar, da chama dos olhos, da terra encharcada...
Só lembro porque ainda vivo
Não posso ignorar o que não está.
AlexSandroBambiL
O troço
O meu violão é um troço
Desajeitado, barulhento.
É uma coisa sem lugar...
Não cabe em nenhum,
Incomoda em todos
Tem um som em MI e de madeira oca
Que só se faz quando tem que se calar a boca.
É um juntador de poeira,
Um fazedor de calos nos dedos
Um provocador de sentidos
Um trovador de teias de aranha
Um fazedor de lágrimas
Um acalentador de medos
Um remédio de se medicar pelos ouvidos
Abrigando canções que só saem pra ti...
Fica pelos cantos empoeirados
Pelos cantos desafinados...
Pelas saudades dedilhadas
Um traço imperfeito
O meu vilão é um troço sem jeito
Destes destroços
Que carrego no peito.
Que carrego no peito.
AlexSandroBambiL
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Stand by me
![]() | ||
Os documentos, as palhetas, as datas, os diários de classe...
A informática, a gramática...
Você é burro?
Tentando ser ético, tentando ser rápido,
tentando ser ágil...
Tá pensando em que?
Nas falácias? Nas estrelas? Nos cachos das acácias?
Você não presta atenção?
Escreveu, somou tudo errado,
É só matemática, é só lógica é tudo tão fácil...
Quando eu estiver em standby,
Oh darling! darling! stand by me!
Disperso, desaparece, complexo, sem nexo
Anorexia de pensamentos,
O Alex perdeu o léxico, perdeu pra dislexia
Não anotou os acordes,
Esqueceu a poesia.
AlxeSndroBamiBl
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Palavras das horas do dia
Hoje a hora é todo um dia que não termina.
Esse chão frio acolhe meus pés descalços e absorve as cantigas nunca cantadas e as palavras que não foram escolhidas. Enquanto os pensamentos vão na fumaça da chaleira vagarosas caem no vão de cada paralelepípedo onde pisou.
Hoje o dia é um esboço de uma tristeza que não sei como termina e eu lembrava como tinha começado.
Corro para um horizonte que me foge. Ainda tenho pedaços da pele da sanidade debaixo das minhas unhas ainda sujas com o sangue azul. Tropeço devagar, preso, caindo em queda livre.
Depois de me enlouquecer e revirar minhas gavetas de saudades sem minha permissão, depois de me pôr para dormir e gritar um nome para me acordar, depois de envenenar meu jardim, depois de me envelhecer a pele, me tomar pelo braço e espalhar todas as lembranças sobre a mesa, depois de deixar a luz acesa sobre meu sono, rasgar as esperanças, chupar todos meus ossos e cravar os dentes em meu coração, essa nostalgia não satisfeita, leva a poesia cativa e a arremessa para fora de mim... meus versos querem revidar.
O som do sorriso é música... ando ouvindo ela por aí.
Qualquer calçada vira pista de dança... melancólica alegria.
(AlexSandroBambiL)
Livro do Desassossego
"Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de espírito?"
Bernardo Soares
(Livro do Desassossego)
Bernardo Soares
(Livro do Desassossego)
domingo, 24 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Ventoeste
Débeis lá fora sem bússola as folhas caem
Faces de fora insípidas nas ruas são todas iguais
Difícil nostalgia da face que trazia alegrias a mais
Urutau cá dentro notívago canta as luas que saem
Estalam as últimas folhas de outono
Balançam nos varais as roupas que secavam
Tolda o céu que assopra um pássaro sem dono
Poeiras dos quintais vermelhas se elevam.
Uma canção que por recordação acalma
A rabiscar versos e paredes a esmo
A procurar por cima, por rima e por alma
Vais ver que sou poeta, sou louco mesmo.
Coisas estalam como ossos na tempestade cinzenta,
Vem rugindo, derrubando ninhos com voz violenta
Tempestade aqui dentro e do outro lado da janela
Chuva de vento e angústia da espera
Vou de encontro, não vou me abrigar,
Sou grama na tempestade que vem de onde você está.
AlexSandroBambiL
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Nunca é passado
Passam as palavras da lira se enrroscada
na trama traspassada
de saudade
de olhares
chuvas espaçadas
a lembrança me despedaça
abraços de segundos contados
sorriso esboçado, embaçado...
saudade empoçada.
O primeiro passo é esse vazio que não passa
Não dá espaço...
Passo a passo num passado tão agora.
Dias passo esperando... e você não passa.
Se naquela noite não tivesse passado,
eu não teria os olhos no meu futuro...
meu pretérito-mais-que-perfeito...
sem presente...
Poesia lavada e passada
a limpo
amarrotada
no bolso
não passa...
nunca é passado.
AlexSandroBambiL
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Tem gosto
Tem gosto
De abraço apressado,
De ventania,
De inverno passado,
De alegria.
De cachorro dormindo,
De violão tocando,
De poesia surgindo,
De sabiá cantando.
De mão gelada,
Tem cor de roxo e grená
Pé de Baobá,
De café na madrugada,
Tem gosto de primavera que vem
De amor que não tem
De beijo quente
De notívaga mente.
De abraço apressado,
De ventania,
De inverno passado,
De alegria.
De cachorro dormindo,
De violão tocando,
De poesia surgindo,
De sabiá cantando.
De mão gelada,
Tem cor de roxo e grená
Pé de Baobá,
De café na madrugada,
Tem gosto de primavera que vem
De amor que não tem
De beijo quente
De notívaga mente.
(AlexSandroBambiL)
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