sexta-feira, 31 de janeiro de 2014


Fica tudo diferente quando a pausa aperta (ASB)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014


Apartem os sintos muito (ASB)

DES
perto suficiente
pra continuar
L  O  N  G  E
(ASB)

(Me martele seu julgamento quando sua vida for um exemplo!)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

UMA GERAÇÃO DE SEM-GRAÇAS


perdoe a formatação do texto, foi publicado primeiramente no Facebook e transferido para cá.

            Quando fazia algo de errado ou que, na maioria das vezes apenas eu achava engraçado, minha mãe dizia que eu estava sendo sem graça, ou fazendo “semgraceira”. Criança respondendo aos pais era uma semgraceira; gritar era uma semgraceira; criança se jogando no chão do supermercado era uma semgraceira e fazer semgraceiras na escola era algo digno de várias varadas com galho de goiabeira dentre as mais variadas modalidades de se apanhar, cultivadas em abundância quando eu era criança.
         Na escola, eu era orientado por meus pais a ficar longe dos sem-graça. Gente que não fazia tarefa, respondia professor, falava palavrão... esses eram sem-graças e eu não deveria andar com eles. A impressão que tenho, é que há não muito tempo atrás, enquanto ia à escola, os sem-graças eram poucos, ou ainda, contidos. Hoje eu estou do outro lado da carteira, sou professor, e me parece que surgiu, de repente, toda uma geração de sem-graças mais forte e em maior número que os raros não-sem-graça. E sim, minha mãe ainda não me quer junto aos sem-graça e já me sugeriu trocar de profissão. Este texto, caro (a) leitor (a), era pra ser um vídeo. Era pra ser mais bem humorado. Mas ao recolher material suficiente para isso, comecei a reparar que a condição do professor não tem a menor graça... Este é um texto sem graça e você ainda está em tempo de parar sua leitura por aqui! E acabei preferindo um texto a um vídeo, pois, bem sei que poucos o lerão. Gente que raramente passa por aqui apenas para comentar uns “kkkkkkkkkks” vez em quando, dificilmente lerá este texto até o final. É mais comum notícias de alunos rebaixando seus mestres em todos os níveis, fotos no Facebook com as legendas de “aula saco”, depreciações públicas da figura do professor do que professores surtando e virando a mesa. Se este é meu primeiro texto que você lê, não se escandalize; tenho o humor nordestino correndo cá nas artérias, tenho a “alegria do Senhor”, que é minha força e, não obstante, sou grande admirador do humor satírico inglês, mas escrevo sobre uma piada que é um beócio.
        Honestamente, em algumas escolas parece que vejo crescer a geração mais parva, desrespeitosa e gratuitamente arrogante que meus olhos já viram e, pra ser mais honesto, isso me deixa com medo da minha velhice! (Não quero chegar ao mesmo nível, mas, caso tenha achado pesados demais os adjetivos, talvez não saiba o que já ouvi em sala de aula sobre meus colegas de trabalho e sobre mim mesmo). Parece ser muito engraçado ter alguém que fica solitário, num eterno “Todos contra um” como objeto de piada e zombaria. Parece que a depreciação do professor em sala de aula se tornou um hobbie, um entretenimento necessário e indispensável para o cotidiano de quem está na escola para qualquer outro fim que não seja estudar.
        Hoje, no mesmo dia em que escrevo este texto, percebi que cometi um erro terrível: Dei aula. Pois é - Era a segunda vez em que entrava em uma sala para dar aula e lá havia uma aluna que ainda não me conhecia, pois havia faltado na primeira aula. A título de informação, estou falando de alguém entre seus 25 ou 27 anos – lá parti para o giz, quadro, quando ouço alguém dizendo:

- Oi... alô... qual era o nome daquela cor que você pintou meu cabelo? 

         Quando olho para trás, havia alguém ao celular. Uma outra aluna ao celular perguntando isso... num daqueles momentos em que você realmente demora a acreditar que está de fato acontecendo. Pedi para que desligasse e, depois de saber a cor, ela desligou. Passados alguns minutos, a primeira aluna que mencionei disse:

- Disseram que sua aula era legal... mas tô (sic) vendo que não é não! 
- Ah é?! Defina uma aula legal!
- Ah... o senhor deveria sentar aí, rir mais com a gente, conversar mais com a gente. 

       Enquanto ainda digeria esta última, passados uns cinco minutos, esta mesma aluna leva o celular a orelha e eu digo:

- Na minha aula não, por favor! 
- Vou embora! Você é um chato e sua aula é chata! 

          E foi aí que vivi um daqueles momentos em que você não sabe se chora ou gargalha como a Adele! A personagem não assistiu vinte minutos de minha aula, passou quase dez conversando do lado de fora, falou ao celular, não copiou toda a matéria e eu, que estava fazendo o que sou pago para fazer, estava dando uma aula chata, ou chata apenas por, de fato, ser uma aula.
           Apesar de com frequência ouvir que a educação brasileira está uma palhaçada, não me conformo com a ideia de tornar a sala de aula num picadeiro. Sei que a escola é um ambiente estressante sim, sei que há muito que temos que melhorar, tento proporcionar um clima descontraído em minhas aulas por conta disso, mas me tornar um animador de palco e contador do último capítulo da novela, não! Na última sexta-feira não consegui terminar uma aula, aliás, propositalmente terminei mais cedo por não aguentar mais uma vez uma onda de um deboche nojento, onde não me seria possível terminar a aula com uma severa rouquidão (ah, aqui neste caso falo de gente entre seus 16, 17 anos que decide o futuro do país nas urnas ). Um escárnio alarve de gente que chega meia hora atrasada e leva como material escolar apenas um celular, que faz pilhérias pornográficas sem pudor, que atribui ao professor a culpa por sua própria indisciplina, displicência e irresponsabilidade, que se revolta quando “tem muita matéria” e que sugere apenas “um trabalhinho” para garantir “uma notinha” - e vale lembrar, estou falando apenas de escolas de uma cidade do interior de Mato Grosso do Sul.
            Geralmente, por trás do professor que você vê, existe uma família. Geralmente a professora que você vê em sala tem um marido, deveres de esposa e filhos. Geralmente, o professor que você vê tem esposa, deveres de marido, e filhos. E, normalmente, a aula que você vê é apenas o produto final de muitas horas de trabalho que este profissional teve para aguentar um descomedido desinteresse. Ele tem contas a pagar, também sente raiva, antes da sua escola provavelmente já, no mesmo dia, lecionou em umas duas outras escolas, também tem dor de cabeça, também pensa nas grosserias que ouviu e quando vocifera e grita, é porque já ouviu e tolerou muitas outras chocarrices bizarras antes do estopim chegar ao fim. “mimimi, mas você nunca fez nada com professor?” – Sim! E quem me conhece sabe que sou exímio imitador dos professores que tive e, se algum dia faltei com respeito a algum deles, nunca foi durante nenhuma aula.
             Ainda sou um professor verdolengo, ainda há muito o que aprender. E ainda estou nessa porque realmente acredito que a educação pode transformar vidas. Porque sinceramente acredito nos não-sem-graça que chamam a responsabilidade pra cima do peito e encaram seus deveres com seriedade, que frequentemente têm na boca coisas como “com licença”, “obrigado”, “por favor”, que não estudam só na escola e que trazem consigo a educação que os acompanha desde casa. Certa vez uma colega de trabalho me disse:

- Iiih Alex... Tem coisas que faço de conta que não estou ouvindo nem vendo. 

     E odiei a faculdade por não ter me ensinado esta habilidade. Ou seria esta habilidade adquirida/desenvolvida com o tempo? Será que o problema é se importar demais com alunos e pais (ah sim, os pais) que deliberadamente não se importam? Será que, para manter a paz, conservar o que sobra de sanidade e saúde é necessário apenas sentar e ver o circo dos sem-graça pegar fogo?
Somos uma autoridade na escola e na sociedade.
Uma autoridade como Cabo Citonho diante de Frederico Evandro!
Acho injusto considerar a educação pública brasileira uma palhaçada, pois se vê no picadeiro muito mais respeito e reconhecimento pela profissão do palhaço.
 Alex Sandro Bambil - esse professor chato!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

quarta-feira, 10 de julho de 2013

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Incômoda




Eu que preciso transformar minha ansiedade em brisa
Não é justo ter só eu...
Tenho uma noite cor de neve debaixo do travesseiro,
A verdade tem dono.
Respeito e paz no ataque contido.
Compaixão, egoísmo, ternura, saliva, suor e lágrima.

Meias palavras,
Meias verdades,
Mentiras inteiras,
Meia noite ou mais

É injusto eu não ter bolsos
São injustos meus presentes ilógicos,
Só faço isso por baixa auto-estima!
Não é justo um sofá de trincheira,

É tudo deposto,
Tudo oposto,
Tudo avesso,
Tudo desgosto.

Palavras que você dizia que eu falava e não me ouvia
Esse choque térmico que me tira o chão,
E mo devolve descalço e gélido,
Me enlouquece a seta da bússola.

Não há mais verbo nem presente,
Esse estrondo de tua porta batendo,
Não é justo poder sequer novas pétalas,

Sou quem volta, querendo ir,
Ao som da voz que me denuncia minhas imposturas,
Não é justo, te tornar quem diria quem não seria.

A cômoda,
Pouco incômoda...
Agora tanto incomoda,
Objetos velhos, significados novos,
Objetos passados, significados pesados.

A desgraça virou piada...
é mais cômodo, não é?
Quis de volta o fardo leve.
Não me joguei...
Me empurrei vida, janela a fora.

E mesmo que a gaveta estivesse arrumada,
Eu não encontraria nada de razão,
Eu que tanto de inverno falei,
E agora tudo baixou temperatura?

Justo cacto morrer de sede...
Não é justo fim sem final...
Guerra fria...
E os sons que me derrubam no chão que não existe mais...


Meu senso que nunca foi bom!
Eu, hipócrita reaprendendo a regar jardins,
Sou quem foi, tentando encontrar a volta,
Tá com defeito! Demora quanto pra arrumar?








terça-feira, 29 de maio de 2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

Rasa



Tens razão
Ou toda ela te tem
Tens razão em não se importar
Tens razão se não te importas
Tens razão se queres odiar, mas
Se odeias, é porque inda te importas...
Mas e que razão há nisso?

Tens razão
Toda ela
Dos olhos faiscando
As palavras flechando
Meu barulhento mundo mudo
Meu mundo fechado que um dia se abriu

Tens razão
Desta que me ausenta de toda
Desta que aniquila a nossa rasa cumplicidade
Razão nenhuma tivemos, mas toda a tens.

Tens razão de me matar
Cada vez que quis respirar
O mesmo ar de dentro de sua redoma
Tens razão em ser gelo e pedra
Mármore e cacto

Tens razão
Todas quanto quiseres
Todas quanto não tenho
E de que alguma delas me valeriam?

Não há razão
Para tantas setas
Que apontam para lugar nenhum
De razão nada tenho
Nem de são tive

Tens razão em duvidar
E eu sem razão
Nada posso mais
Apenas uns versos rasos sobre rosas
Umas canções sem razão de existir
Umas rimas rasas rasgadas...

Uma sagrada canção
Umas recordações mudas sangradas

Tua voz em tom de toda razão.

AlexSandroBambiL

sábado, 17 de março de 2012


"Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia."
(Saramago)

sexta-feira, 16 de março de 2012

A conta da saudade quem é que paga?



Voz, violão, imagens, edição de áudio e vídeo: Alex Sandro Bambil - Letra: Fernando Anitelli "Samba de ir embora e só".

terça-feira, 27 de setembro de 2011

(F)úteis


Farto de toda essa gente chata
Que aguarda o momento errado a fim de manifestar todo seu vasto conhecimento de vida
E seus conselhos sábios.
Farto dessa gente que tem gosto de água com nada
E que se põe a jorrar uma correnteza de nadas.
Essa gente inconveniente que tem música tola e palavrões nos lábios.
Farto dessa gente que nasceu com defeito nos decibéis.
Essa gente fútil que usa gente como degrau.
Essa gente arrogante
Esses pobres soberbos
Essa corja pedante
Esses tratos sem termos
Esses trapos de ternos
Essas velhas mal amadas
Que riem do que não tem graça
Mal humoradas
Cansado desta hostilidade disfarçada
Essas frases remontadas
Essas cartas marcadas
Fartos desses fariseus e atores
Essa gente que da lei são doutores
Destas almas ricas em paixão
Mas desgraçados de compaixão
Farto dessa gente que não têm sal nem açúcar de sobra
Dessa massa de manobra
De saco cheio desse bando de puxa saco
Essa juventude que dá asco
Este poeta insípido
Este verso estúpido
Este verbo inconjugável
Essa dor imensurável
Farto dessa gente que fala e não sabe o que falar
E vulgariza o verbo amar!

(AlexSandroBambiL)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Trilhando


               Yes Ladies and Gentlemen! Após um longo e tenebroso inverno sem postar fotos (de qualidade) por aqui, e$perei um certo $tempo$ até conseguir enfim adquirir uma câmera fotográfica decente, logo, não há mais necessidade de vocês preocuparam-se em presentear-me com uma =) se bem que meu notebook queimou o HD... tá difícil heim! (hohoho) .
         Segue, portanto, alguns cliques que fiz em alguns (raros) momentos de folga, em sua maioria, na "Estrada Boiadeira" em Aquidauana-MS próximo ao Córrego João Dias. Clique em cima das fotos caso queira visualizá-las em tamanho ampliado e por favor, não esqueça do nome do fotógrafo aqui caso queira copiar alguma. Valeu mesmo! God bless you!... Enjoy!

Neo Gótico

(Fundos da "Casa dos Padres" e visão das duas torres da Igreja Matriz de Aquidauana-MS)

sábado, 20 de agosto de 2011

Vende dor


Sem venda nos olhos,
Depois da venda dos versos.
Alugo a lágrima,
A longe lástima
Em longo prazo.
Alego saudade,
E ela me cobra à vista.
Vendo nostalgia,
E ela me vendo os poemas.
Vendo sonhos,
Vendo rosas
Mas revendo, nenhuma é igual a aquela.
Parcelo lembranças,
Vendo esperanças,
Dou o coração...
Vendo janelas,
E através delas,
Vendo estrelas.


AlexSandroBambiL

Ex Tático

A volta dos ponteiros
Em volta sem vibração
Sobrenaturais.
De olho no calendário
De pé no lugar sem nome
Me visto de cores calmas,
Haja visto sem cores,
Não são,
Não sóbrio,
Não som,
Não próprio
Sem sentido,
não aquele de Aurélio.
É o gosto das palavras ditas com outro recheio,
O interruptor do olhar
Olhando pro nada
Pensando em tudo

AlexSandroBambiL

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tem gosto II


Varre as folhas e deixa tudo seco
Entre inverno primavera,
Entre céu cinza, rosas vermelhas,
Versos do inverno passado
Poeira nos olhos
E você é igual a esta ventania
Que balança copas,
Sopra varandas,
Deixa aves sem rumo
Bate minhas portas
Me deixa exposto
À mercê, agosto.

AlexSandroBambiL

Chuva de vento



Calmaria de se assentar na calçada,
Para ouvir o farfalhar dos ramos, som de vento e mais nada
Aquela calma quando se dorme com o longínquo som de trovão.
A silhueta das árvores revelando-se em segundos de clarão.

A paz de chuva lambendo os trilhos
Asas atravessando morros fugindo
Aquele cheiro de tempestade rugindo,
Abrigo de andarilhos.

Farpas e madeiras rangendo
Gretas, raízes e cochos encharcados
Som surdo de juriti gemendo.
Atravessa cercas e arames farpados.

Tudo mais verde que outrora, truque de nuvem
Quando tudo baço, onde as aves moram agora?
No espaço desaparecem, somem, escondem?
O azul, as sementes, as aves, a estrela... Aonde agora?

AlexSandroBambiL

Rascunhos




Na fúria de depois de sol posto,
Sob a janela daquele janeiro,
Destruí à sombra da dor...

Aqueles que foram para a lixeira,
Aqueles que ninguém viu,
Aqueles que nem a nostalgia quis,
As palavras que não encontraram rimas,

Entre a flor e o riso,
Entre o rolar da caneta e o escrever da lágrima.
Entre o calor do abraço e o frio destes quilômetros.
Aqueles que viraram rascunho para lista da compras do mês.

Poemas de café e canela.
Aqueles versos que minha notívaga mente digna de pena não trará de volta.

AlexSandroBambiL



sábado, 23 de julho de 2011

Photo

     Desde a primeira vez que peguei uma Cyber Shot e fotografei o primeiro pôr do sol, sempre gostei de fotografar o que meus olhos percebiam ao meu redor sob uma ótica que muitos não enxergam e, desde quando este blog foi parido, havia muito mais fotos que eram por mim mesmo tiradas. Algumas perderam-se sei lá como e, além disso, minha querida câmera fotográfica (com a qual também fiz alguns videos que você pode conferir no meu canal do youtube clicando AQUI) estragou, foi pro vinagre, teve um surto que não funciona mais, o que deveras, me deixou muito triste pois, desde aquele dia, parecia que pássaros, estrelas, rosas, luas e muitos pores-do-sol se exibiam em suas melhores formas apenas pelo fato de eu não possuir mais em mãos uma câmera engatilhada a fim de registrá-los (ah sim, caro leitor, confesso: recorri também ao São Google para saber se o plural de pôr do sol estava correto, mas aí você vai dizer: "Que burro! E cadê o hífem?" - leia minha rápida biografia ao lado e saberás - perdão! é apenas a mania academicista de justificar tudo, arg!). 
       Mas depois desta algaravia prolixa, senhoras e senhores, consegui um celular capaz de, pelo menos por algum tempo, acalentar este fotógrafo triste que aqui se fez - aliás, caso algum de vocês queira me dar uma câmera nova... enfim... vai que rola! =-)  e então resolvi partilhar algumas fotos já velhas (porém válidas) e algumas recentes manipulações fotográficas e fotos também recentes, porém, caso queira copiar alguma delas, por favor, não se esqueça de citar a fonte. Grato desde já... Enjoy!!!




                                                     Um dos meus grandes "xodós" de manipulação fotográfica: Coral da Escola CEJAR de Aquidauana-MS
Sim, este sou eu.
Fundos da "Casa dos padres" de Aquidauana-MS - Resolução lamentável, eu sei, but...
A grande Shika, animal intelectual do meu primo Thiago Bambil.
Vitral da Igreja Matriz de Aquidauana-MS
Igreja próxima a Escola KM 21 de Anastácio - MS
Meu finado bichano Mozart.
Não é falha minha do photoshop: meus mindinhos são exclusivamente tortos mesmo. Visão da frente da minha casa! Deus é perfeito!


Acampamento e pesqueiro Betânia.
Coral do CEJAR

Guitarra e tereré: coisas boas da vida!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

De arde


Ali jaz o flamejante no horizonte
Empurrando a tarde que vai
Para que ela surja imponente
Argenteando o Rio Paraguai

Saudade de perto
De quando no porto...

Este crepúsculo
maduro de laranjas lâmpadas horizontais,
E que sem misericórdia morra a saudade que cai,
Ainda que tardia!
Pois nasce ao fim de cada tarde, arde,
em trêmulas chamas da cor do fim do dia.

Ao fim da alegria,
A fim de te encontrar,
Finda o pôr do sol,
Finda o dia devagar,
Não finda saudade,
Nunca fim de poesia.

AlexSandroBambiL

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Tudo Isso


A rima
O café
O cappuccino
O violão
A antologia poética
A maçã
A rosa
A caneta preta
A lua prata
O rock'n'roll
O queijo
A faca
A palheta
Os óculos mordidos
O livro de sonetos
A bíblia
O livro
A flor dentro do livro
Tudo hoje,
Tudo agora,
Tudo você!
Tudo isso nessa tarde quieta
Isso tudo  nessa mesa de poeta

AlexSandroBambiL

Casa Arrumada


Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. 
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.
(Lena Gino)

domingo, 13 de março de 2011

Algumas vantagens em tocar guitarra




- Você pode tocar qualquer música na guitarra.
- Você pode solar.
- Você pode tocar com distorção.
– Faz você parecer maneiro.

- Você pode ir para o trabalho com uma calça de couro, camisa aberta e com uma cartola na cabeça (Slash).

- Você pode morrer jovem e ser lembrado para sempre como um ídolo do rock.
- As pessoas podem pendurar seu pôster na parede.
- Você pode deixar a guitarra falar por você.
-Você pode prender o cigarro na guitarra. (Keith Richards e Eddie Van Halen).
- Quem toca guitarra acaba aprendendo a tocar violão, baixo, cavaquinho, ukelele e banjo, porque são muito parecidos.
- Guitarra é o instrumento mais completo do mundo.
- Guitarra é o instrumento mais irado do mundo.
- Com uma guitarra você pode tocar em qualquer banda.
- Com uma guitarra você pode tocar qualquer estilo de música – reggae, ska, blues,
hard rock, metal, grunge, fusion, jazz, bossa nova...
- Você pode tocar e cantar ao mesmo tempo (com flauta é impossível, com bateria é
difícil, e com teclado é escroto – lembra do Hanson?)

- Se você ficar perdido na ilha de LOST você pode fazer uma fogueira com a sua guitarra (Jimi Hendrix).

- Uma guitarra é como um vinho – fica melhor com o tempo, porque a madeira fica cada vez mais seca, melhorando sua própria acústica.
- É mais fácil trocar uma lâmpada quando você é um guitarrista – basta segurar a lâmpada e o mundo gira ao seu redor.
- Não tem graça nenhuma quebrar um teclado.
– Você pode colocar vários efeitos na guitarra: Wah Wah, Delay, Reverb, Whammy, Phaser, Chorus, Flanger, Phaser...
- Você pode tocar e dançar ao mesmo tempo (Angus Young e Chuck Berry).

- Você nem precisa mostrar a sua cara (Slash).
- Você pode bater com a guitarra em alguém durante o show (Keith Richards e Kurt Cobain).
- Você não precisa saber ler partitura (Jimi Hendrix).
- Você pode tocar guitarra com os dentes e com a língua.
- Você pode tocar com a guitarra nas costas.
- Você pode aprender a tocar qualquer música na internet.
– Quanto mais alto você tocar melhor.
- Você pode imitar um cavalo, um bebê ou um homem resmungando, que nem Steve Vai em 'Bad Horsie', 'Ya-Yo Gakk' e 'Kill The Guy With The Ball' respectivamente.
- Você não precisa entender porque as mulheres adoram os guitarristas.
- Você pode soltar foguetes com a sua guitarra (Ace Frehley).

- Quanto mais perturbado você for melhor.
- Não há fronteiras para a criatividade.
- Se você tocar muito rápido fica irado, e se você tocar bem devagar as pessoas vão pensar que você é um gênio, e as mulheres vão achar que você é um cara sensível.
- Beethoven só tocava piano porque na época dele ainda não existia guitarra. Se ele
Fosse vivo com certeza tocaria guitarra.
- Você pode tocar duas guitarras ao mesmo tempo (Stanley Jordan).

- Você pode tocar guitarra com um arco de violino (Jimmy Page).

- Você pode imitar uma gaita, como Tom Morello, guitarrista do Rage Against The Machine, em Guerrilla Radio.
- Guitarra é um instrumento tão importante que várias bandas tem dois (e até três) guitarristas.(Lynyrd Skynyrd)

- Existem vários tipos de guitarra, e um deles é perfeito para você.

FIQUE À VONTADE CASO QUEIRA AUMENTAR ESTA LISTA AQUI NOS COMENTÁRIOS!

Sarau no Intervalo

Desordenado

"Quem se atira ou tira o corpo fora? Quem se dispara, não se dissipa." (Nô Stopa)


Levou meu guarda-chuva.
Eu quero o escudo no peito de novo!
Me sobra o sangue seco esparramado,
Sorriso forçado sobre sonhos silenciados, 
espirrado, rastro gotejado...
Fizeste um temporal que me soprou cinzas...
Conheço de há tempos aquelas flores, 
aquela floresta, aquela estrela.
Vou viver na prateleira, esperando a validade acabar.
Dialogamos no silêncio.
E faço o que agora?
A flor amarela
As estações
O pendão das flores
O cacho amarelo das lembranças
Felicidade contada em grãos de ampulheta, minhas tolices, e não há mais nada de diferente quando atravesso o umbral da porta.

AlexSandroBambiL

A Rotina

  A rotina do perfume é a lembrança

A idéia é a rotina do papel
O céu é a rotina do edifício
O início é a rotina do final
A escolha é a rotina do gosto
A rotina do espelho é o oposto

A rotina do jornal é o fato
A celebridade é a rotina do boato
A rotina da mão é o toque
A rotina da garganta é rock
O coração é rotina da batida
A rotina do equilíbrio é a medida
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele é o arrepio
A rotina do perfume é a lembrança
O pé é a rotina da dança
Julieta é a rotina do queijo
A rotina da boca é o desejo
A rotina do caminho é a direção
A rotina do destino é a certeza
Toda rotina tem sua beleza”

(extraído de comercial publicitário da empresa Natura)

...goes to...



Melhor fora ser coadjuvante,
Diretor,
Cameraman ,
Estar melhor no take,
Fazer melhor a cena,
Ser vilão, sem final feliz,
Sem roteiro,sem bala de festim.
Um herói de Fellini, um suspense de Hitchcock, cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores...
E se fosse tarantinesco?
Pouparia a retórica para a violência,
Comédia pastelão,
Drama vulgar.
O que acontece com o mocinho depois do final feliz?

AlexSandroBambiL

Alcance


Irei ao teu encontro até no teu deserto,
Talvez possa sentir sede.
Levarei uma bússola,
Talvez te encontre perdida.
Irei ao teu encontro com meus primeiros socorros,
Talvez te encontre ferida.
Levarei minha blusa,
Talvez te encontre com frio.
Irei ao teu encontro com meu violão,
Talvez te encontre triste.
Oferecerei meu colo,
Talvez a caminhada maltrate teus pés.
Levarei meu coração,
Meu abraço,
Meu amor...

                              Mas talvez não queira, nem precise de mais nada disso.

AlexSandroBambiL

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Burrocracia


       Meu blog não foi criado pra isso... definitivamente não...

      Entretanto, depois do meu primeiro ano como professor na rede pública, pude antes de mais nada descobrir que eu realmente gosto disso. Gosto sim de dar aulas, gosto de ensinar o valor da educação e do desenvolvimento intelectual, enfim... gosto de ser professor.
       Mas há algo que a faculdade não me ensinou e, durante meu estágio supervisionado, não havia professoras dispostas a me ensinar a obscura e enfadonha arte do preenchimento do diário de classe. Aconteceu comigo e com um outro tanto de academicistas subservientes ou recém formados, que esbarraram no preenchimento de uma burocracia que rouba dos professores um tempo em que se poderia muito bem preparar suas aulas, testes, trabalhos e outros bichos. 
      Além da indisciplina e falta de estrutura em algumas escolas que o professor precisa enfrentar com coragem e determinação, há, no diário de classe uma infinidade de informações e "não pode" que rodeiam seu ritual de preenchimento; vi, professoras com mais de sete anos de profissão refazendo seus diários por causa de alguns pequenos erros... a propósito, vale lembrar que não se pode entregar o diário de classe com rasuras (!).
       Mas que importância há ter um professor que dê uma aula cheia de pobremas desde que ele seja um bom preenchedor de diários de classe? Afinal, os bons preenchedores de burocracia em sua maioria não são e consequentemente não geram cidadãos críticos na sociedade, geram apenas "dominadores de conteúdos" que mais tarde tornam-se massa de manobra, e subservientes à burrocracia que não vão incomodar nem questionar ninguém.
         Em pleno século XXI, não nego que a educação brasileira teve seus avanços sim, mas este sistema de preenchimento de diário de classe ainda é medieval e um atraso de vida ao professor que raras vezes tem tempo de investir em seu próprio conhecimento (falando nisso, espero que não me condenem a beber cicuta). E se preferem bons preenchedores burocráticos a bons professores... bem... então estou no lugar errado. 
Não é desabafo não, é constatação.

AlexSandroBambiL

domingo, 26 de dezembro de 2010

Escrevi só





Só fui ao espelho pra ver de novo
Pra ver essa face de falta de reflexo.
Só recusei os remédios porque os odeio,
Só fiquei ouvindo de novo todas aquelas canções
Pois elas têm vida própria,
Me espiam,
Me maltratam,
Me acalmam.
Eu sofro de expressão alta
Só queria dizer tudo isso que percorre o tortuoso caminho do coração até a ponta da caneta e te ouvir dizendo que é mentira.
Só peguei o violão para ouvi-lo reclamando por toda a varanda
Tenho uma saudade que acorda cedinho, suave.
Sinto meus fragmentos se espalhando...
Só sentei nas escadinhas pra me sentir acompanhado das lembranças.
E quando o sol se esconde atrás da curva, já não penso ou ouço mais nada...
Saudade brota do ar, da chama dos olhos, da terra encharcada...
Só lembro porque ainda vivo
Não posso ignorar o que não está.

AlexSandroBambiL

O troço



O meu violão é um troço
Desajeitado, barulhento.
É uma coisa sem lugar...
Não cabe em nenhum,
Incomoda em todos
Tem um som em MI e de madeira oca
Que só se faz quando tem que se calar a boca.

É um juntador de poeira,
Um fazedor de calos nos dedos
Um provocador de sentidos
Um trovador de teias de aranha
Um fazedor de lágrimas
Um acalentador de medos
Um remédio de se medicar pelos ouvidos

Abrigando canções que só saem pra ti...
Fica pelos cantos empoeirados
Pelos cantos desafinados...
Pelas saudades dedilhadas
Um traço imperfeito
O meu vilão é um troço sem jeito
Destes destroços
Que carrego no peito.


AlexSandroBambiL